Não sei quanto a vocês, mas eu adorei ver um gambá-de-orelhas-brancas (Didelphis albiventris) logo cedo. Sério, ele é muito lindo!
Lembrei agora que no ano passado também tive um encontro desses... Mas dessa vez foi dentro do prédio, no departamento de Farmacologia. Não sei como um gambá já adulto entrou lá, mas ele não conseguia sair, e as pessoas estavam desesperadas! Ele se escondeu atrás de um armário de metal e um idiota deu um chute no armário pra ele sair. minha vontade foi dar um chute na cabeça desse indivíduo, mas eu sou uma pessoa muito calma... Depois de um alvoroço desnecessário, um senhor veio e abriu a porta de vidro por onde o gambá saiu correndo para a Mata Viva (Reserva Biológica do Centro Politécnico), traumatizado diante da ignorância dos presentes.
Mas... deixando um pouco de lado as memórias dos encontros com Gambás, vamos falar um pouco sobre sua biologia.
O gambá-de-orelha-branca é um mamífero pertencente à ordem Marsupialia. Sim, ele é um marsupial e assim como os cangurus, possui uma bolsa ventral (o marsúpio) na qual os filhotes terminam o seu desenvolvimento (os marsupiais são muito interessantes! Mas vou detalhar esse assunto em um outro post).
É um animal onívoro, se alimenta de frutos, insetos, pequenos répteis e anfíbios, filhotes de aves e pequenos mamíferos, possui hábitos crepusculares e noturnos. O macho é maior que a fêmea, atinge cerca de 800 gramas, enquanto a fêmea atinge 540 gramas. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 9 meses e têm em média 6 filhotes por ninhadas, que permanecem no marsúpio por 46 dias aproximadamente. São animais solitários e podem ser agressivos se estiverem no cio. É comum encontrá-los em áreas urbanas devido à destruição de seu habitat natural.
Provavelmente quando você ouve falar em gambá, vem logo à memória "bicho fedido". Esse odor fétido é produzido por glândulas axilares e é utilizado como defesa e também pelas fêmeas quando estas estão no cio.
Outros fatores interessantes desses animais é fingir-se de morto quando sente-se ameaçado (essa técnica é conhecida como tanatose) e também algumas espécies são imunes ao veneno de serpentes peçonhentas como Cascavél, Jararaca e Coral.




